Louca, porém feliz! – Meia Maratona da Caixa Chapecó

Acordar num domingo às quatro horas da madrugada para ir correr em Chapecó. Não foi fácil, mas foi gratificante!

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Domingo, 27 de outubro de 2015. 


O despertador tocou ás 4h. Não que fizesse muita diferença, afinal já estava acordada, calculo que desde às 3h. Levantei e a hora que se seguiu, entre tomar café, me arrumar e sair de casa foi uma longa briga interna, parte de mim queria voltar para cama e passar o domingo morgada no sofá. Tudo o que eu pensava era: “Louca, Rhayana, você é loucaaaa! tem problema na cabeça, só pode. Por que você foi se meter nessa”. E assim, meus amigos, eu lhes apresento a “ZONA DE CONFORTO”. 


Mas, o importante é que no fundo, rebatendo toda a preguiça, uma vozinha dizia: “Vamos, vai ser massa! Vai correr num lugar diferente, ver e conhecer gente nova. Você vai se sentir melhor depois, eu garanto”. Juntei toda a minha força de vontade e lá fui eu. A caminho de pegar o ônibus para Chapecó só via galera saindo da balada e eu lá, ainda tentando vencer o mal humor. 


 Tentei dar uma dormidinha na viagem, pois realmente dormi pouco e mal por causa da ansiedade de acordar cedo. Quando abri os olhos já estavamos em Chapecó e para minha surpresa estava frio e ventando bastando, o que é ruim só antes de começar a correr. 


A largada era no Centro da Cidade, ao lado da Praça Coronel Bertasso. Estava inscrita para correr os 5 Km, mas achei muito pouco para o esforço de levantar de madrugada e ir para Chapecó e decidi correr os 10 Km. 

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O percurso que eu fiz foi praticamente todo na Rua Getúlio Vargas. Quem conhece sabe que é um relevo irregular, com subidas e descidas. A largada era na descida comecei de leve até aquecer e logo veio a subida. A metade do percurso dos 5Km passou rápido e enquanto a galera que largou comigo fazia o retorno eu segui em frente, agora com a pista toda para mim. 


Na tentativa de fazer uma boa corrida montei uma estratégia simples: Dar tudo de mim na decida, correr moderadamente no plano e, se fosse preciso, só me permitir caminhar na subida. Acabou que não caminhei em nenhum momento, apesar de ter feito uma subida que fez o fogo do inferno queimar nas pernas e lombar, mas não sucumbi!!


Estava com um bom ritmo e mesmo tendo largado com alguns minutos de diferença consegui alcançar os últimos corredores que estavam fazendo a prova dos 10 Km. Se antes comentei que a largada era na descida, nem preciso dizer que era preciso enfrentar a última subida antes da chegada. 


Quando faltava um quilômetro encontrei a Lisandra, que me acompanhou até a chegada me incentivando a dar tudo de mim no final. E foi isso que eu fiz! Sério! Não sei de onde tirei força. Do meu lado a lisandra mandava: “Ergue os joelhos, movimenta o braço e vai que tá acabando”. Eu obedeci e cheguei!! 10 Km em 55’55”. 


Fiquei feliz com o resultado e nem um pouco arrependida de ter levantado na madruga do domingo para correr em outra cidade.

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Quero terminar esse post com o seguinte pensamento: Vivemos grande parte da nossa vida na “Zona de Conforto”, muitas vezes por medo, por preguiça, motivos para não fazer existem aos montes, não é? É mais fácil desistir, eu sei. Mas também sei que nada que a gente deseja cai no colo, sei que é preciso ter iniciativa e que nada, nada é impossível se você tentar, não uma, não duas, mas quantas vezes for preciso para atingir o objetivo. 

Esses dias ouvi a seguinte frase, ela fala de futebo, mas serve para a vida: “Quem pede recebe e quem desloca tem preferência”. Ou seja, quer ser magrinha/o, quer ter saúde, quer ter mais disposição? Não importa o que você quer, tem que dar o primeiro passo, tem que esquecer o frio, a chuva, a falta de tempo, o cansaço, deixar todas as desculpas de lado e agir. É assim ou nunca vai ser! Quem quer dá uma jeito, quem não quer dá uma desculpa.